Sinais de fumaça

 As vezes pergunto por mim mesmo, lamentando as variantes e formas substanciais que poderiam ter mudado meus antecedentes, viajo nómade por este mundo espléndido e feroz, arranco meus invernos desse céu que agoniza,

Estou longe do padrão universal e tão perto desse último horizonte, o remoto as vezes se aproxima com perguntas e formas e algumas nostalgias, os presságios são como sinais de fumaça, como dúvidas entrelaçadas num espiral infinito,

Encontrarei o abandono em cada esquina sentindo tua pele e teu amor envelhecido , como oferenda de sonhos guardados na memória, 

As vezes pergunto por mim mesmo e consigo conhecer- me, ando lento e convalescente vestido de infância e idades várias, a tristeza repentina tem doçura no tédio, sobrevivo impreciso e transparente, cheio de diferenças e indiferenças,

Sou o braço aberto,

A solidariedade e o exorcismo...

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