Asalto a letra armada

Não acredito que algum dia escreva alguma coisa melhor, mais acho inútil discutir coisas necessárias e todos somos um pouquinho escravos da razão,
Tem coisas que não tem volta, 
 
Eu amava as ruas as flores e aqueles pequenos hotéis com fugaces prostitutas, mais aqueles velhos monólogos semi dormidos eram um asalto a letra armada, 

 E difícil voltar a realidade quando passa do meio dia e ter que encarar todas essas sobras de raivas contidas,  depois de ter incendiado a última revolução social , depois de aceitar o fracaso e receber nas costas um punhal.

Eu também pensei demais até chegar a mim mesmo, porque no fundo precisava me conhecer, e quando imaginei esse instante de silêncio veio o vazio concreto recolhendo lembranças esparsas e algumas vergonhas escondidas.

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