A orgia maldita
Delphine decidira frequentar a noite de Marselha, precisava um pouco de distração, afinal chegará faziam quatro dias e não parara de trabalhar, a pressão do escritório em Paris era grande e tinha que fechar um contrato para uma empresa de cosméticos que representava.
Marselha é uma cidade linda fundada em 600 A.C pelos gregos, fica ao sul da França, banhada pelo mar mediterrâneo, é um importante polo comercial cosmopolita que mistura história e cultura.
Nessa noite Delphine queria se divertir e decidirá entrar num pequeno Pub , um dos poucos que não estava lotado, precisava tomar algo , sentou e pediu um gim com tônica, sua bebida predileta.
Depois de algum tempo ali sentada percebeu a entrada de um moço que assim que a viu a olhou fixamente, foi fulminante, seu coração disparou num compasso desenfreado, estava nervosa e não conseguia parar de olhar aquele rapaz, era algo que ela nunca tinha sentido antes, e que não a deixava nada confortável.
Antoine não conseguia parar de olhar aquela moça, era linda de olhos claros e cabelos castanhos, sentirá que não podia perder a chance de falar com ela e depois de longos minutos tomara coragem, chegou devagar e apresentou- se, os dois sabiam que daí pra frente não conseguiriam mais ficar longe um do outro...
Delphine decidira ficar mais alguns dias em Marselha, as coisas tinham mudado rápido demais, após conhecer Antoine ficaram juntos todas as noites e os dias que seguiram, ele a pedirá em namoro e apesar de achar tudo isso rápido demais o amor que já sentia pelo rapaz a fazia aceitar essa nova realidade, as coisas estavam tomando um rumo inesperado.
Antoine Garder pertencia a uma das famílias mais tradicionais de toda a França, os Garder faziam parte da nobreza desde os tempos de Luis XV e tinham conseguido sobreviver á própria revolução francesa, agora em decadência seu único herdeiro era a esperança de revigorar os laços com uma tradição quasse extinta.
Ainda assim possuíam muitos bens e sua riqueza era calcada na produção de vinhos na região da Borgonha, os Garder eram um dos mais tradicionais produtores dessa bebida.
Após alguns dias em Marselha estavam decididos, passariam por Paris onde Delphine pegaria seus pertences, deixaria seu trabalho e continuariam viajem para a Borgonha, Antoine apresentaria seu amor á seus pais e demais familiares.
Delphine pensava que tudo aquilo era um sonho ou uma loucura, mais estava disposta a continuar pois amava Antoine e queria ficar com ele.
O Château de Dijon Fora construído no século XVII e ficava no interior da região da Borgonha leste da França, pertencia a família Garder apenas á alguns anos, e ostentava uma arquitetura clássica e sóbria, mais transmitia toda a opulência da burguesia naquele momento.
Delphine viu o Château e ficará impressionada, mais também um pouco apreensiva, aquela construção era sombria, quasse angustiante, os pais de Antoine já os esperavam para o jantar e eles sabiam da garota. Para Delphine tudo aquilo lhe causava mêdo pois sabia que não pertencia nem de perto á aquele nível social.
O mordomo abriu a porta e quando entraram Delphine ficará mais impressionada ainda com tanto luxo, aquilo de certa forma não a deixava a vontade, adentraram numa salão com uma mesa farta e muito grande, em seguida apresentou se o pai de Antoine, um senhor simpático já com pelo menos setenta anos, Pierre Garder esboçou um sorriso e apresentou-lhe Isabelle uma mulher bem mais nova, representava no máximo quarenta anos.
Antoine então explicou que Isabelle era sua madrasta, pois sua mãe falecera ainda quando ele era menino em circunstâncias estranhas, que preferia não expor naquele momento.
Os dias passaram e Delphine ia se adaptando ao lugar apesar de uma certa distância mantida por Isabelle que ainda não compreendia, as coisas iam bem, ela e Antoine se amavam e pra ela era isso o que importava.
Após dois messes de estadia no Château Antoine a pedirá em casamento ela aceitara e a data ficará marcada, casariam em menos de trinta dias. O velho Pierre e Isabelle não colocaram obstáculos ao casamento, algo que inclusive surpreendeu Delphine.
A cerimônia seria discreta e para poucos convidados, todos da alta nobreza francesa, e os preparativos começaram quinze dias antes da cerimônia.
Havia um lugar do Château que Delphine estava proibida de frequentar ordem está vinda direta do velho Pierre, numa noite ela acordou ouvindo vozes que vinham direto daquele lugar, levantou e viu luzes e movimentos estranhos, sentiu mêdo mais aproximou se da porta, ouvia gemidos e sorrisos altos quando uma mão tocou seu ombro, era Isabelle qua a olhava de uma forma que nunca tinha visto antes, Delphine pediu desculpas e se afastou rapidamente.
Os dias antes do casamento se tornaram estranhos inclusive o próprio vestido fora escolhido por Isabelle algo que a irritou profundamente, mais Antoine explicara-lhe que aquilo era uma tradição e que deixasse pra lá.
Haviam não mais que cinquenta pessoas no salão principal onde montaram o altar, Delphine entrara com um vestido branco muito simples que mais parecia uma camisola, a transparência do mesmo a deixava constrangida, a cerimônia foi rápida e após a troca de alianças todos se dirigiram ao salão de festas.
Tudo estava calado e muito estranho Antoine lhe ofereceu uma bebida e assim que ela tomou a escuridão sobreveio, violenta e rápidamente.
Delphine acordou desorientada e sem saber onde estava, percebeu que a haviam amarrado nua, numa espécie de altar em ângulo de uns 45 Graus, todos os convidados estavam perto dela também despidos, quando estava prestes a gritar o velho Pierre Isabelle e Antoine apareceram todos sem roupas vestindo apenas colares e amuletos da estranhos.
O velho a olhava de uma forma diabólica, depois explicara que aquilo era uma situação necessária, que seu sacrifício traria prosperidade e consolidaria a opulência da nobreza, que deveria não somente possuir seu corpo mais também seu sangue e que naquela hora não seria ele mais sim o próprio demônio.
Quanto mais Delphine gritava mais eles riam e entravam numa espécie de trance, fazendo sexo e praticando depravaçoes inomináveis, o velho fez pequenos cortes nos pulsos e nas coxas de Delphine , seu sangue esguichava pela pressão e quanto mais mêdo e pavor mais sangue saía.
Pierre a penetrava violentamente e banhava se no sangue da garota sem nenhum pudor, aquilo era monstruoso, Delphine num ultimo impulso olhou para Antoine, e o que viu acabará com qualquer esperança, beijava Isabelle e a tocava de todas as formas.
O sangue de Delphine parara de esguichar, sua vida ia se apagando e já não sentia dor nem mêdo, apenas um alívio, sabia que a morte era bem melhor que aquilo.
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