Equação

 Tens esse amor cálido,e essa sagacidade nutrida a concessões;

Resulta pouco ou inevitável marcar a realidade com tua retórica implacável, 
E o que dizer do cotidiano, esse abismo
mecânico, promessa diaria de algo novo que sempre se repete.
Tens essa forma fecunda, essa experiência vivída,essa forma correta e cheia de argumentos que te enganam a ti mesmo.
Mais  existe esta a outra parte, a que esqueceste,e que vive em esse subúrbio cheio de frustração e fragmentos de ideologia mesquinha.

É um emblema o que as vezes te corroe, esse mêdo impessoal, essa equação com demasiadas incógnitas;
Não há outro mundo e a realidade não é provisória;
Não há outra razão para cumprir esse ritual de seguir na trincheira de tuas inútiles vacilações.

O triste não é que te conhecem , mais sim que não te conheces pois estas sempre nesse exilio misterioso onde não há ninguém que
te procure, onde tu mesmo não te encontras.

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