Expurgo de memórias
Há uma rua , fresca memória, e naquela tarde
pude viver mais que ninguém, não digas que ando
lento e triste, porque estou aqui disposto a repetir-me;
Removi o pó com meu silêncio, enterrei tua osamenta delirante e cega,
Removi a lembrança da tua púbis tão maníaca e fatal,
Poderia estar morto sem sentir,
Poderia estar morto sem sentir,
Mais há uma paisagem e uma lua sinuosa anunciando teu regresso,
Um dia quasse em vão,
Um sótão infectado de lembranças,
Tenho que arrancar a última flor, queimar como fogo ate a epiderme
e seguir deixando o corpo sem memorias...
Um dia quasse em vão,
Um sótão infectado de lembranças,
Tenho que arrancar a última flor, queimar como fogo ate a epiderme
e seguir deixando o corpo sem memorias...
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