A torre

 Como poeta abandonei o didatismo

Lua e flor, são apenas contextos sutis
Arder em incêndios de amor,
Ou sentar em noites de silencio e vinho
Repartiremos a verdade,
Em que torre te encontras?
Vou atravessar esse manantial de pedras, essa 
cordilheira hostil, onde a bruma se confunde,
com esse frio prateado.
Existe algo, como palavras que me perseguem,
Desenterro essa ossada e vejo;
Dentaduras e desejos e teu medo migratório;
Perspectivas anteriores, e teus segredos de tristeza gastada.
Respiro aguardando pensante, como atravessar essa muralha;
Em que torre te encontras?

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