Urso branco


Ainda vejo aqueles velhos fracassos, 
junto com seus punhais
cravados no tempo e no espaço, e derrepente existem versos que 
não consigo entender pois eu mesmo os escrevi;
Então saio desprovido de pudores e quasse míope de nostalgias
porque ninguém poderia entender antes de mim essas  dores que já não doem,
O bairro não é o mesmo, as luzes não iluminam como antes, e apenas
queria ser tudo aquilo que hoje me constrange;
Saio e ninguém me abana ,
Saio e ninguém me espera,
O que desenhei na areia aquele dia não era para ti, estava inquieto e 
assustado, procurando uma maneira de fujir dos meus pecados, perdi 
a áurea e a fragilidade e não sei porque tudo parece tão tranquilo;
Vou ter de acelerar, ou tentar explicar-me esta loucura...
Não espero nada de mim porque sou simples e estranho, desconhecido e lento em minhas lagrimas
 que derramei aquela noite que foi a mais importante;
Te propus não fazer nada e derrepente fizemos tudo, mistura de fragrância e pele,
 amor que tentamos salvar uma única  vez,
 havia após algumas noites
compreendido o limite entre minha loucura e teus encantos;
Por isso dei-me conta que todos os dias foram uma versão pessoal
de esperar por ti...

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